Criminosos usam informações de pacientes internados e se passam por médicos ou funcionários para cobrar exame, remédio ou procedimento urgente por Pix.
Golpe do falso médico: a cobrança urgente feita a familiares de pacientes
Atualizado em · Revisado por Alisson Ferrari
Criminosos se passam por médicos ou funcionários e usam informações de pacientes para cobrar exame, remédio ou procedimento urgente por Pix.
Como funciona
- O criminoso obtém nome, hospital ou informações sobre um paciente internado.
- Liga ou envia mensagem a familiares se apresentando como médico, laboratório, regulação ou funcionário da unidade.
- Relata uma complicação ou exame urgente para aumentar o medo e reduzir o tempo de reação.
- Afirma que medicamento, exame, material ou procedimento precisa ser pago imediatamente.
- Envia chave Pix, conta ou até manda suposto entregador ou atendente para receber pagamento.
- Depois do primeiro valor, pode surgir nova cobrança alegando mudança no quadro clínico.
Sinais de alerta
- Pedido de Pix, transferência ou pagamento feito por suposto médico por telefone ou WhatsApp.
- Urgência extrema acompanhada de ameaça de piora do paciente se o pagamento atrasar.
- Conta de pessoa física ou favorecido sem relação com o hospital.
- Contato que evita transferir a ligação para setor oficial de cobrança ou administração.
- Uso de informações verdadeiras sobre a internação para impedir que a família desconfie.
- Em hospital público do SUS, cobrança por exame, cirurgia, medicamento ou atendimento.
O que fazer agora, passo a passo
Na ordem. O que está no topo perde valor a cada hora que passa.
- AgoraNão pague e ligue diretamente para o hospital usando o telefone oficial obtido por conta própria.
- AgoraSe pagou por Pix, conteste imediatamente a transação no banco para abertura do MED.
- Mesmo diaInforme a direção ou ouvidoria do hospital sobre a abordagem e pergunte se outras famílias foram afetadas.
- Mesmo diaGuarde telefone, mensagens, comprovantes e informações usadas pelo golpista e registre boletim de ocorrência.
- Se forneceu documentos ou dados bancáriosMonitore suas contas e avise as instituições envolvidas sobre possível uso indevido.
Como se proteger
- Confirme qualquer cobrança diretamente com a administração ou faturamento do hospital por canal oficial.
- Nunca use o número fornecido pelo próprio interlocutor para fazer a confirmação.
- No SUS, exames, cirurgias e medicamentos oferecidos no atendimento público não são cobrados por telefone, WhatsApp, Pix ou transferência.
- Em hospital privado, confirme a cobrança no setor financeiro antes de pagar qualquer valor pedido em ligação inesperada.
- Evite divulgar publicamente detalhes de internação, quarto, unidade ou quadro clínico.
Onde denunciar
| Canal | Para quê | O que ter em mãos |
|---|---|---|
| Hospital ou rede de saúde | Confirmar a fraude e alertar outras famílias | Telefone usado, nome apresentado, prints e horário do contato |
| Seu banco | Contestar Pix ou outras transações | Comprovante, valor, data e dados do recebedor |
| Polícia Civil | Registrar estelionato | Mensagens, gravações disponíveis, telefones, comprovantes e dados usados pelo golpista |
| Ouvidoria do SUS ou da instituição | Registrar uso indevido do nome do serviço e obter orientação | Relato, unidade envolvida e protocolo interno |
Perguntas frequentes
Hospital público pode cobrar Pix por medicamento ou exame?
Não. Hospitais públicos do SUS não solicitam esse tipo de pagamento por telefone, WhatsApp, Pix ou transferência.
O golpista sabia o nome e o procedimento do paciente. Isso prova que era do hospital?
Não. Casos investigados mostram uso de informações reais para dar credibilidade à fraude.
Em hospital particular pode existir cobrança legítima?
Sim, mas uma cobrança inesperada deve ser confirmada diretamente com o setor financeiro da instituição por canal oficial.
Paguei por Pix. O que faço primeiro?
Conteste imediatamente no seu banco como fraude e, em paralelo, registre boletim de ocorrência.
Fontes
- HU Brasil / Complexo Hospitalar da UFRJ — CH-UFRJ emite alerta sobre golpe financeiro contra familiares de pacientes, 23/07/2026. Consultado em 15/09/2026.
- Polícia Civil do Paraná — PCPR cumpre buscas durante investigação sobre golpe do falso exame, 24/06/2026. Consultado em 15/09/2026.
- Prefeitura de Toledo — Golpistas usam falso médico para pedir Pix a familiares de pacientes, 05/05/2026. Consultado em 15/09/2026.
- Banco Central do Brasil — Vítima fez um Pix e caiu em um golpe, atualizado em 07/08/2026. Consultado em 15/09/2026.
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Relatos de quem passou por isso
São relatos enviados por leitores, publicados após leitura da nossa equipe. Não são casos verificados — servem para mostrar as variações que o golpe tem assumido, não como prova de nada.
Ficha técnica
- Tipo
- Falso médico / hospital
- Canal
- PIX · Telefone · WhatsApp
- Alvo
- Familiares de pacientes · Idosos
- Prejuízo típico
- Variável
- Situação
- Ativo
- Status editorial
- Fonte conferida
- Base legal
- Art. 171 e, quando o contato fraudulento ocorre por telefone, aplicativo ou meio eletrônico análogo, § 2º-A do Código Penal, com redação da Lei 15.397/2026.
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