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Golpe do falso médico: a cobrança urgente feita a familiares de pacientes

Atualizado em · Revisado por

Criminosos se passam por médicos ou funcionários e usam informações de pacientes para cobrar exame, remédio ou procedimento urgente por Pix.

Enviar no WhatsApp

Como funciona

  1. O criminoso obtém nome, hospital ou informações sobre um paciente internado.
  2. Liga ou envia mensagem a familiares se apresentando como médico, laboratório, regulação ou funcionário da unidade.
  3. Relata uma complicação ou exame urgente para aumentar o medo e reduzir o tempo de reação.
  4. Afirma que medicamento, exame, material ou procedimento precisa ser pago imediatamente.
  5. Envia chave Pix, conta ou até manda suposto entregador ou atendente para receber pagamento.
  6. Depois do primeiro valor, pode surgir nova cobrança alegando mudança no quadro clínico.

Sinais de alerta

  • Pedido de Pix, transferência ou pagamento feito por suposto médico por telefone ou WhatsApp.
  • Urgência extrema acompanhada de ameaça de piora do paciente se o pagamento atrasar.
  • Conta de pessoa física ou favorecido sem relação com o hospital.
  • Contato que evita transferir a ligação para setor oficial de cobrança ou administração.
  • Uso de informações verdadeiras sobre a internação para impedir que a família desconfie.
  • Em hospital público do SUS, cobrança por exame, cirurgia, medicamento ou atendimento.

O que fazer agora, passo a passo

Na ordem. O que está no topo perde valor a cada hora que passa.

  1. Agora
    Não pague e ligue diretamente para o hospital usando o telefone oficial obtido por conta própria.
  2. Agora
    Se pagou por Pix, conteste imediatamente a transação no banco para abertura do MED.
  3. Mesmo dia
    Informe a direção ou ouvidoria do hospital sobre a abordagem e pergunte se outras famílias foram afetadas.
  4. Mesmo dia
    Guarde telefone, mensagens, comprovantes e informações usadas pelo golpista e registre boletim de ocorrência.
  5. Se forneceu documentos ou dados bancários
    Monitore suas contas e avise as instituições envolvidas sobre possível uso indevido.

Como se proteger

  • Confirme qualquer cobrança diretamente com a administração ou faturamento do hospital por canal oficial.
  • Nunca use o número fornecido pelo próprio interlocutor para fazer a confirmação.
  • No SUS, exames, cirurgias e medicamentos oferecidos no atendimento público não são cobrados por telefone, WhatsApp, Pix ou transferência.
  • Em hospital privado, confirme a cobrança no setor financeiro antes de pagar qualquer valor pedido em ligação inesperada.
  • Evite divulgar publicamente detalhes de internação, quarto, unidade ou quadro clínico.

Onde denunciar

CanalPara quêO que ter em mãos
Hospital ou rede de saúdeConfirmar a fraude e alertar outras famíliasTelefone usado, nome apresentado, prints e horário do contato
Seu bancoContestar Pix ou outras transaçõesComprovante, valor, data e dados do recebedor
Polícia CivilRegistrar estelionatoMensagens, gravações disponíveis, telefones, comprovantes e dados usados pelo golpista
Ouvidoria do SUS ou da instituiçãoRegistrar uso indevido do nome do serviço e obter orientaçãoRelato, unidade envolvida e protocolo interno

Perguntas frequentes

Hospital público pode cobrar Pix por medicamento ou exame?

Não. Hospitais públicos do SUS não solicitam esse tipo de pagamento por telefone, WhatsApp, Pix ou transferência.

O golpista sabia o nome e o procedimento do paciente. Isso prova que era do hospital?

Não. Casos investigados mostram uso de informações reais para dar credibilidade à fraude.

Em hospital particular pode existir cobrança legítima?

Sim, mas uma cobrança inesperada deve ser confirmada diretamente com o setor financeiro da instituição por canal oficial.

Paguei por Pix. O que faço primeiro?

Conteste imediatamente no seu banco como fraude e, em paralelo, registre boletim de ocorrência.

Fontes

  1. HU Brasil / Complexo Hospitalar da UFRJ — CH-UFRJ emite alerta sobre golpe financeiro contra familiares de pacientes, 23/07/2026. Consultado em 15/09/2026.
  2. Polícia Civil do Paraná — PCPR cumpre buscas durante investigação sobre golpe do falso exame, 24/06/2026. Consultado em 15/09/2026.
  3. Prefeitura de Toledo — Golpistas usam falso médico para pedir Pix a familiares de pacientes, 05/05/2026. Consultado em 15/09/2026.
  4. Banco Central do Brasil — Vítima fez um Pix e caiu em um golpe, atualizado em 07/08/2026. Consultado em 15/09/2026.

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Criminosos usam informações de pacientes internados e se passam por médicos ou funcionários para cobrar exame, remédio ou procedimento urgente por Pix.

Relatos de quem passou por isso

São relatos enviados por leitores, publicados após leitura da nossa equipe. Não são casos verificados — servem para mostrar as variações que o golpe tem assumido, não como prova de nada.

Você recebeu uma abordagem parecida?

Antes de escrever, três avisos. Não publique dados que identifiquem você ou outra pessoa. Não acredite em ninguém que ofereça recuperar seu dinheiro mediante pagamento — isso é o segundo golpe, e não publicamos contato de ninguém aqui. E, se você perdeu dinheiro, registre boletim de ocorrência: relato em site não substitui denúncia.

Conte o que aconteceu: como chegou o contato, o que pediram, o que fez você desconfiar. Sem nomes, telefones, CPF ou links.

Todo relato é lido por uma pessoa antes de aparecer. Isso costuma levar algumas horas.

Ficha técnica

Tipo
Falso médico / hospital
Canal
PIX · Telefone · WhatsApp
Alvo
Familiares de pacientes · Idosos
Prejuízo típico
Variável
Situação
Ativo
Status editorial
Fonte conferida
Base legal
Art. 171 e, quando o contato fraudulento ocorre por telefone, aplicativo ou meio eletrônico análogo, § 2º-A do Código Penal, com redação da Lei 15.397/2026.