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Golpe do falso aluguel de temporada: o imóvel existe nas fotos, mas a reserva não

Atualizado em · Revisado por

Fotos de um imóvel real são copiadas para um anúncio falso. A vítima paga sinal ou reserva e depois descobre que o anunciante não tinha o imóvel.

Enviar no WhatsApp

Como funciona

  1. O golpista copia fotos, endereço e descrição de um imóvel verdadeiro ou cria anúncio de hospedagem inexistente.
  2. Publica a oferta em rede social, grupo, classificado ou plataforma com preço abaixo do mercado.
  3. Leva a conversa para WhatsApp e diz que é preciso pagar rapidamente para garantir a data.
  4. Pede sinal, parte do aluguel ou até o valor integral por Pix para conta que não corresponde ao proprietário ou à imobiliária.
  5. Depois do pagamento, bloqueia a vítima, inventa novas taxas ou só é descoberto quando o viajante chega ao endereço.

Sinais de alerta

  • Preço muito abaixo de imóveis semelhantes na mesma região e período.
  • Pressão para pagar imediatamente fora da plataforma onde o anúncio foi encontrado.
  • Perfil novo, poucas avaliações ou recusa em fazer videochamada mostrando o imóvel.
  • Pagamento para terceiro sem relação clara com o contrato ou com o proprietário.
  • Recusa em fornecer contrato, identificação ou elementos que permitam confirmar o endereço e a posse do imóvel.
  • Fotos muito profissionais ou idênticas às de outros anúncios com contatos diferentes.

O que fazer agora, passo a passo

Na ordem. O que está no topo perde valor a cada hora que passa.

  1. Agora
    Interrompa novos pagamentos e preserve o anúncio antes que ele seja apagado.
  2. Agora
    Se pagou por Pix, conteste imediatamente a transação por fraude no seu banco para abertura do MED.
  3. Mesmo dia
    Avise a plataforma onde encontrou o anúncio e peça bloqueio do perfil ou da oferta.
  4. Mesmo dia
    Guarde contrato, mensagens, comprovantes, link, fotos e dados do recebedor e registre boletim de ocorrência.
  5. Se houver empresa ou imobiliária real envolvida
    Registre reclamação no Procon ou consumidor.gov.br quando a relação de consumo for aplicável.

Como se proteger

  • Compare o preço com imóveis semelhantes e desconfie de desconto incompatível com alta temporada.
  • Prefira pagar dentro de plataformas conhecidas e evite transferência para terceiros indicada por mensagem.
  • Peça videochamada ao vivo dentro do imóvel e confirme endereço e identidade do responsável.
  • No caso de imobiliária ou corretor, confira CNPJ, site oficial e registro profissional antes de pagar.
  • Exija contrato e confira se o nome do recebedor do pagamento é compatível com quem aparece no documento.

Onde denunciar

CanalPara quêO que ter em mãos
Seu bancoContestar Pix ou transferência e tentar bloquear valoresComprovante, data, valor e dados do recebedor
Polícia CivilRegistrar estelionatoAnúncio, conversas, contrato, comprovantes e identificação usada
Plataforma de hospedagem ou classificadosDerrubar anúncio e conta fraudulentaURL, perfil, prints e comprovante de pagamento
Procon ou consumidor.gov.brReclamar quando houver empresa ou plataforma responsável na relação de consumoContrato, protocolos, prints e comprovantes

Perguntas frequentes

Pedir sinal para reservar imóvel é sempre golpe?

Não. O problema é pagar sem confirmar quem é o responsável pelo imóvel, a autenticidade do anúncio e as regras da plataforma.

O imóvel existe no Google Maps. Isso prova que o anúncio é real?

Não. Golpistas copiam fotos, endereço e descrição de imóveis verdadeiros.

É seguro pagar fora da plataforma para conseguir desconto?

O risco aumenta muito porque você perde controles e registros da plataforma e pode estar enviando dinheiro a um terceiro desconhecido.

Paguei por Pix. Posso usar o MED?

Se houve fraude, peça a contestação imediatamente ao seu banco. A devolução não é garantida e depende da análise e de recursos disponíveis.

Fontes

  1. Polícia Civil do Paraná — PCPR alerta sobre golpes em aluguéis de imóveis na temporada de verão, 08/01/2026. Consultado em 15/09/2026.
  2. Procon-SC — Guia de Verão 2026, seção Falso aluguel, janeiro de 2026. Consultado em 15/09/2026.
  3. Banco Central do Brasil — Vítima fez um Pix e caiu em um golpe, atualizado em 07/08/2026. Consultado em 15/09/2026.
  4. Planalto — Código Penal, art. 171 e § 2º-A. Consultado em 15/09/2026.

Conteúdo informativo. Não é orientação jurídica nem financeira. Encontrou um erro? Conte para a gente — nossa política de correções explica como tratamos.

Criminosos copiam fotos de imóveis reais e oferecem diárias abaixo do mercado. A vítima paga sinal ou reserva e descobre que o anunciante não é o proprietário.

Relatos de quem passou por isso

São relatos enviados por leitores, publicados após leitura da nossa equipe. Não são casos verificados — servem para mostrar as variações que o golpe tem assumido, não como prova de nada.

Você recebeu uma abordagem parecida?

Antes de escrever, três avisos. Não publique dados que identifiquem você ou outra pessoa. Não acredite em ninguém que ofereça recuperar seu dinheiro mediante pagamento — isso é o segundo golpe, e não publicamos contato de ninguém aqui. E, se você perdeu dinheiro, registre boletim de ocorrência: relato em site não substitui denúncia.

Conte o que aconteceu: como chegou o contato, o que pediram, o que fez você desconfiar. Sem nomes, telefones, CPF ou links.

Todo relato é lido por uma pessoa antes de aparecer. Isso costuma levar algumas horas.

Ficha técnica

Tipo
Falso aluguel
Canal
PIX · Redes sociais · Site falso · WhatsApp
Alvo
Consumidores em geral · Turistas e viajantes
Prejuízo típico
Variável
Situação
Sazonal
Status editorial
Fonte conferida
Base legal
Art. 171 do Código Penal e, quando o anúncio e a indução ao pagamento ocorrem por internet, rede social ou aplicativo, § 2º-A, com redação da Lei 15.397/2026.